NASCER, CRESCER E MORRER!
31/12/2019 19:55 em Novidades

NASCER, CRESCER E MORRER!

 

Há muito tempo, no Tibete, uma mulher viu seu filho, ainda bebê, adoecer e morrer em seus braços, sem que ela pudesse fazer absolutamente nada. Desesperada, saiu pelas ruas implorando que alguém a ajudasse a encontrar um remédio que pudesse curar a morte do filho. Como ninguém podia ajuda-la, a mulher procurou um mestre budista, colocou o corpo do bebê a seus pés e falou sobre a profunda tristeza que a estava abatendo. O mestre, então, respondeu que havia, sim, uma solução para a sua dor. Ela deveria voltar à cidade e trazer para ele uma semente de mostarda nascida em uma casa onde nunca tivesse ocorrido uma perda. A mulher partiu imediatamente, exultante, em busca da semente. Foi de casa em casa. Sempre ouvindo as mesmas respostas: “Muita gente já morreu nesta casa”; “Desculpe, já houve morte em nossa família”; “Aqui nós também já perdemos um bebê”. Enfim, depois de percorrer a cidade inteira sem conseguir a semente de mostarda pedida pelo mestre budista, a mulher compreendeu a lição. Voltou a ele e disse: “O sofrimento me cegou a ponto de eu imaginar que era a única pessoa que sofria nas mãos da morte”!

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Prezados amigos e estimadas amigas, TODOS NÓS estamos programados para NASCER, CRESCER e MORRER – uma obviedade terrena, porém, “esquecida” por boa parte da sociedade – PRINCIPALMENTE – Ocidental contemporânea, que TEIMA em ver a morte como um evento inesperado e injusto. Sobretudo, um número considerável de pessoas, costumam ver a morte como um evento exclusivo, pessoal, que isola de todo o resto do mundo quem sofre a perda de um ente querido. Acontece que NÃO HÁ NADA MENOS EXCLUSIVO DO QUE MORRER! Como está expresso na fábula tibetana no início desse texto, a morte não é privilégio nem desgraça particular de ninguém. ELA CHEGA PARA TODOS, SEM EXCEÇÃO!

 

Mas, afinal, se a morte é tão comum e corriqueira, por que ela causa tanto medo ou pavor em inúmeras pessoas? Simples! Acontece que O MAIOR DESEJO DO SER HUMANO É A IMORTALIDADE TERRENA, por isso, muitas vezes a morte é considerada uma inimiga. Uma adversária terrível, que poderia ser vencida pelos avanços CIENTÍFICOS-TECNOLÓGICOS, sobretudo, das últimas décadas, que aumentaram, e muito, a eficiência dos diagnósticos, dos medicamentos, das técnicas cirúrgicas, etc. Diante disso, soa como um despropósito falar de morte a quem tem as descobertas da ciência a seu favor. Afinal, se existem meios de prolongar a vida útil do ser humano, de até mesmo “manter-se com uma aparência jovial”, por que pensar na finitude terrena? Neste sentido, especialmente o OCIDENTE transformou a morte em verdadeiro TABU a ponto de ela ser costumeiramente banida das conversas cotidianas. Aliás, tudo aquilo que possa lembra-la é escamoteado, prova disso, é que praticamente não se ouve e muito menos se vê ALGO ESCRITO ou ALGUÉM falando sobre esse assunto! FALAR OU PUBLICAR LIVROS SOBRE A MORTE, numa sociedade que cada vez mais presta CULTO EXAGERADO à ditadura da beleza do corpo físico, sem dúvida alguma, torna-se algo cada vez mais tratado como inconveniente e sem sentido algum!

 

Como consequência disso, cada vez mais, estamos vendo doentes morrerem nos hospitais, longe dos olhos e, não raro, DO CORAÇÃO de seus amigos e parentes. Relatos de profissionais da área da saúde dão conta que muitas pessoas, ESPECIALMENTE IDOSAS, com graves enfermidades, acabam por ser abandonadas nas UTIs dos hospitais, morrendo longe de seus parentes e familiares que chegam ao ponto de passar endereços e números de telefones falsos para não serem encontrados - (por mais absurdo que possa parecer, esse lamentável fenômeno de ABANDONO NO LEITO DE MORTE, vem crescendo de maneira espantosa). Além disso, percebe-se também, que os rituais de luto estão cada vez mais rápidos. Ou seja, a repulsa que muitas pessoas sentem diante da própria finitude VIRA PÂNICO levando à negação e, não bastasse isso, ao AFASTAMENTO POR COMPLETO de alguém que está chegando ao final de sua vida terrena. E até mesmo a morte natural acaba virando sinônimo de aniquilamento sumário. O que, na maioria das vezes, não corresponde à realidade por se tratar simplesmente de uma vida terrena que chegou ao seu fim!

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Sem dúvida alguma, O PASSO FUNDAMENTAL para se conviver melhor com a ideia e a realidade da morte é esquecer de vez daquela imagem medieval, UM TANTO TÉTRICA, de um esqueleto coberto com uma capa preta carregando uma foice afiada na mão. Talvez, uma imagem melhor para a morte seja imaginá-la como O FIM DE UMA FESTA => você já sabia, desde a sua chegada, que ela teria que acabar em algum momento. E, PENSANDO BEM, talvez não seja de todo mal que A FESTA TERMINE! Você aguentaria dançar na pista para sempre? Por melhor que seja a música, tem uma hora que seu corpo e sua mente pedem descanso. E aí, talvez, seja o momento mesmo de sair da pista, SERENAMENTE, SEM TRAUMAS, e dar lugar a quem está chegando à festa cheio de gás e vitalidade!!!

 

No filme – À espera de um milagre – o presidiário John Coffrey (Michael Clarke Duncan) diz ao policial Paul Edgecomb (Tom Hanks) o por quê não quer que o mesmo intervenha em sua morte. John Coffrey diz: “Eu estou cansado chefe. Cansado de estar na estrada sozinho como um pardal na chuva. Estou cansado de nunca ter um amigo para me dizer para onde a gente vai, de onde a gente vem, ou por quê? Estou cansado das pessoas serem más umas com as outras, e estou cansado da dor que sinto e ouço no mundo, todo dia. Tem muitas dores! São como pedaços de vidro na minha cabeça, o tempo todo. Pode entender isso”? Eu, Luís Antônio Favoretto, digo que: “SIM, ENTENDO PERFEITAMENTE”. Se tudo nesse campo terreno tem seu COMEÇO, MEIO E FIM, entendo perfeitamente que, chega uma hora que o nosso corpo físico e a nossa mente cansa, a ponto de se esgotar e pedir por descanso!

 

VIVER NESSE PLANO TERRENO É UM TREMENDO DE UM DESAFIO DIÁRIO, exige enorme dispêndio de energia. Acontece que os anos vão se passando e, na medida que isso acontece, vamos percebendo que, cada vez mais, MENOS ENERGIA VAMOS TENDO. Então, Deus em sua infinita e suprema perfeição, sabendo que haverá esse momento em que teremos que ir para algo MELHOR e COMPLETAMENTE DIFERENTE de tudo que existe nesse plano terreno concede que passemos pelo corredor da morte para a VIDA ETERNA numa outra dimensão, em outro plano – O PLANO ESPIRITUAL! E assim partimos – PARTIMOS PARA VIVER NESSE NOVO PLANO onde não há mais qualquer tipo de sofrimento, doença, separação, desilusão, cansaço – é o PLANO DA ETERNIDADE FELIZ! Porém, essa ETERNIDADE FELIZ é alcançada, sem dúvida alguma, apenas por aqueles e aquelas que aqui souberam viver na VERDADE, praticando sobretudo a LEI DO AMOR! Vale muito a pena pensarmos nisso e colocarmos as ações de nossa vida terrena no caminho da prática da VERDADE e da LEI DO AMOR; assim fazendo, NÃO TEMOS NADA A TEMER!!!

#Eu.Creio.Confio.E.Assim.Espero
Luís Antônio Favoretto

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